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Crepúsculo das Lésbicas: Um filme de terror erótico transsáfico

  • Foto do escritor: Suburbia Horror Show
    Suburbia Horror Show
  • 21 de jan.
  • 3 min de leitura

Crepúsculo das Lésbicas é um longa-metragem independente que aborda temas do desejo homoafetivo e culpa cristã dentro do universo fantástico dos vampiros, apresentando o vampirismo completamente sob a ótica LGBTQIAPN+. Com a co-produção da Transcoded Filmes, Nuzzi Filmes e Mico-Leão Rosado Produções e dirigido e idealizado por Lady Jill - responsável pelo badalado e premiado curta-metragem de artes marciais “Wakashu” - o filme mergulhará numa experiência sensorial que navega pelo horror, o romance e o erotismo nessa fábula gótica de autodescoberta. Escrito, dirigido e produzido majoritariamente por mulheres queer, o filme mergulhará dentro do mundo do terror e do erotismo com muito orgulho e sem rédeas.

 

O projeto conta a história de Ana (Brie Slompo, de Cereja do Bolo e Minguante), uma garota reclusa, de família conservadora e cristã, que está vivendo isolada no sítio de sua mãe, Margarete  (Debora Munhyz, de Amor Só de Mãe, Encarnação do Demônio e A Noite das Vampiras). Durante uma noite, a garota testemunha uma estranha mulher, Audra (Alessa Curi), sendo atacada por um homem na beira da estrada de terra, e ao vê-la se defender de seu agressor com uma ferocidade sobrenatural, fica claro que se trata de uma criatura sobrenatural. A partir de então, ela passa a ter pesadelos permeados por visitas noturnas da misteriosa Audra, conforme lida com sua curiosidade e um crescente desejo profano pela criatura que a assombra, conectando-se com os cantos obscuros de si dos quais ela mais sente vergonha, se perguntando se a vampira trará para si a perdição ou a salvação.

 


Lady Jill, cineasta travesti millennial e descrita pela emblemática atriz da Boca do Lixo Débora Munhyz como uma “cineasta Mojicana”, foi criada por uma geração de filmes de gênero mais sexualmente ativos como as obras de Brian de Palma e Paul Verhoeven, e também moldada no ápice da cultura emocore intensa dos anos 2000. O trabalho de Jill é exaltado por seu público no Letterboxd como “Bombástico”, “Ousado” e “Icônico”, e comparado ao suor do cinema de exploitation asiático dos anos 70 e 80. Em Crepúsculo das Lésbicas, Lady Jill cria um verdadeiro espetáculo de Transplotation bebendo diretamente dessa fonte com influências no cinema Pinku e CAT III, as categorias atribuídas a filmes +18 do cinema do Japão e de Hong Kong.

 

As principais influências de Jill incluem, além dos trabalhos do próprio mestre José Mojica Marins, filmes como “Vampyres” (José Ramón Larraz, 1974), “The Vampire Lovers” (Roy Ward Baker, 1970), “Vampyros Lesbos” (Jesús Franco, 1971) e a literatura de Sheridan LeFanu em “Carmilla, A Vampira de Karnstein” e de Bram Stoker em “Drácula”.

 

Crepúsculo das Lésbicas é, além de um filme de terror independente, uma visão completamente única de uma nova geração de cineastas do cinema fantástico que trazem consigo a vontade de tirar ideias selvagens e outrora reclusas de suas coleiras. É uma mistura de gêneros - do terror, ao romance, ao erótico, à ação. Algo como se a Boca do Lixo se encontrasse com a Hammer clássica, passando pelo cinema erótico asiático no processo.

 


Se achou a premissa do filme interessante você tem a chance de contribuir para sua produção, receber muitos mimos legais em troca e ainda ajudar a fazer história! Curta o Instagram do projeto e acesse o link clicando aqui e venha fazer parte da família das “vampiras lésbicas”!

 
 
 

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